top of page

Se comunicar não é dom. É aprendizado.


A comunicação é uma das principais ferramentas na construção dos relacionamentos. É por meio dela que expressamos quem somos, o que pensamos e o que desejamos. Ainda assim, para muitas pessoas, falar em público é um grande desafio.

O medo de se expressar diante de outras pessoas é mais comum do que parece e, na maioria das vezes, não está ligado à falta de capacidade, mas ao receio da crítica.


O medo do julgamento

Grande parte das pessoas teme o que os outros vão pensar. Essa preocupação constante pode gerar ansiedade e acabar bloqueando a fala, especialmente em ambientes onde a opinião alheia tem peso, como apresentações escolares, reuniões de trabalho ou exposições profissionais.

Quando o foco está no julgamento externo, a comunicação deixa de ser natural e passa a ser carregada de tensão.


A falta de prática também pesa

Falar em público é uma habilidade e, como qualquer outra, precisa ser desenvolvida. Muitas pessoas simplesmente não tiveram oportunidades de praticar. Sem experiências anteriores, é difícil sentir segurança.

A prática ajuda a criar familiaridade com o ambiente, melhora a clareza da fala e fortalece a autoconfiança. Quanto mais contato com a experiência, mais natural ela se torna.


Comparação: um obstáculo silencioso

Outro fator que interfere diretamente na comunicação é a comparação. Ver outras pessoas se saindo bem pode gerar uma percepção distorcida das próprias capacidades, levando ao sentimento de inferioridade.

Nas redes sociais, esse efeito se intensifica. Apresentações quase sempre aparecem editadas, ensaiadas e idealizadas, o que pode afetar a autoimagem e reforçar a sensação de “eu não sou bom o suficiente”.


O mito da perfeição

A crença de que uma apresentação precisa ser impecável pode ser paralisante. A busca excessiva pela perfeição leva muitas pessoas à procrastinação ou até ao abandono da ideia de falar em público.

É importante lembrar: errar faz parte do processo. Aceitar os próprios erros é essencial para desenvolver confiança e avançar.

Como começar a perder o medo de falar em público, na prática

Perder o medo de falar em público não acontece de uma hora para outra. Mas ele pode ser trabalhado aos poucos, com atitudes simples e constantes no dia a dia.

Alguns caminhos possíveis para começar:

  • Praticar a leitura em voz alta, todos os dias, mesmo sozinho. Isso ajuda a organizar o raciocínio, melhorar a dicção e ganhar familiaridade com a própria voz.

  • Treinar na frente do espelho, observando postura, expressão facial e respiração. Ver-se falando ajuda a reduzir a estranheza e aumenta a segurança.

  • Gravar pequenos áudios ou vídeos no celular e ouvir depois. No início pode causar desconforto, mas esse exercício ajuda a identificar pontos de melhora e perceber que a fala não é tão ruim quanto parece.

  • Organizar o que vai dizer por tópicos, e não por texto decorado. Isso reduz o medo de “dar branco” e torna a fala mais natural.

  • Respirar conscientemente antes de falar, inspirando e expirando lentamente. A respiração ajuda a acalmar o corpo e a mente, diminuindo a ansiedade.

  • Começar falando em ambientes seguros, com pessoas conhecidas, antes de se expor em situações maiores.

  • Aceitar pequenos erros durante a fala, sem interromper ou se punir mentalmente. Errar não invalida a mensagem.


Falar em público não é sobre ser impecável, é sobre se permitir aprender. A confiança não vem antes da prática, ela nasce por causa dela.

Quanto mais você pratica, mais natural se torna. E quanto mais natural, menos medo existe.

Sobre a comunicadora que produziu a matéria

Naíse Quartieri é formada em Comunicação Social, com habilitação em Relações Públicas pela UFSM, e possui pós-graduações em Gestão de Pessoas, Urgência e Análise, Produção e Reescrita Textual (URI – Campus Santiago).


Atua como assessora de comunicação no Centro Empresarial de Santiago e dedica sua trajetória profissional ao desenvolvimento da comunicação, da expressão e da confiança na fala.

 
 
 

Comentários

Avaliado com 0 de 5 estrelas.
Ainda sem avaliações

Adicione uma avaliação
bottom of page